Imagem que circulou pelo Facebook neste dia 03 maio
tendo a mesma mais de 400 compartilhações de pessoas indignadas.
Por isso, essa foto foi escolhida como símbolo da atual administração Grilo.
Obs.: A foto é fidedigna e feita em Saltinho.
Por Eduardo Montebello e
Carlos Borges
Ao procedermos a uma análise dos primeiros 120 dias do
governo Grilo, podemos dizer que as
coisas não vão bem, apesar de Grilo ter herdado sua própria herança,
ou seja, passou o governo dele para ele mesmo.
Vamos aos fatos:
No ano
passado, quando o prefeito Grilo elaborou o orçamento para 2013 errou e errou
muito.
Tanto que
enviou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei 011/2013 anulando VINTE dotações de obras e serviçospassando esse
dinheiro para custeio, isto é, manutenção da máquina administrativa,
basicamente, materiais de consumo e serviços.
Do ponto de vista legal, nada a reclamar, Grilo
pode – com a aprovação da Câmara - remanejar esses recursos. Do ponto de vista administrativo, o
prefeito Grilo deu uma aula de
ingerência pública.
O referido
Projeto anula nada mais nada
menos que R$ 1.281.188,00 (Um
milhão, duzentos e oitenta e um mil, cento e oitenta e oito reais) de dotações
que estavam reservadas para obras como: Construção do Paço Municipal, R$ 250
mil reais, construção de Reservatório de captação de água Bruta, R$ 490 mil
reais, construção de reservatório de água bruta, R$ 135 mil, aquisição de área
para aterro sanitário R$ 190 mil reais, perfuração de poço artesiano, R$ 60 mil
reais, para citar os mais relevantes.
Pela análise
se pode concluir que o prefeito Grilo subestimou o custeio para tocar a
prefeitura e superestimou obras: ou seja, o prefeito Grilo achou que a prefeitura viveria somente de obras.
O que causa espanto é que esse remanejamento de verbas ocorre no início do ano, justamente
nos meses em que o repasse aos cofres públicos é muito maior que nos meses
subsequentes por conta do repasse do IPVA aos municípios. Só até
março foram repassados R$ 861 mil reais referente ao IPVA. Imaginem como será lá na frente. Algo se
perdeu dentro das finanças do governo Grilo: o planejamento foi para o brejo.
A creche é outra
demonstração da inércia pública do governo Grilo nesses 120 dias.
A empresa responsável pela obra declara
abertamente que não consegue contratar funcionários para seu andamento e essa
ficou parada por vários dias no início do ano. A passos de tartaruga, a obra
anda e para, com a subcontratação de pequenos empreiteiros incapazes de acabar
a obra devido ao afluxo de caixa.
O prazo
inicial para seu término era setembro de 2012, mas o prefeito prorrogou o prazo
para a empresa até 27.02.2013 (como você
pode ver, também não foi o bastante), e
recentemente de forma benevolente o prefeito Grilo prorrogou mais uma vez o
prazo para a entrega da obra e dessa vez para setembro de 2013.
Hoje , 03 de
maio a obra está há dias novamente parada e qualquer saltinhense pode
testemunhar o fato passando por lá.
Outro ponto negativo dentro desses 120 dias é o aumento dado pelo
prefeito Grilo ao funcionalismo público e aprovado pelos vereadores, 6,15%.
Longe das próximas eleições, Grilo não dá ouvidos ao funcionalismo; afinal
esses já o ajudaram a se reeleger. Mas em contrapartida incha a máquina
administrativa agraciando com cargos de altíssimos salários seus apadrinhados
eleitoreiros e bonificando com 20% de comissão aqueles que lhe dizem amém.
No entanto, o prefeito está tranquilo, pois possuí uma
Câmara com quase 100% a seu favor e nem de longe perde o sono por cobrança
daqueles que elegemos para fiscais de seus atos. Aliás, quando aqui e nas
redes sociais falamos sobre a creche, vários correram defendê-lo na Tribuna da
Câmara dizendo que falávamos mentiras.
Cabe agora esperar e pagar para ver como se comportará o
governo Grilo até o final do ano, uma vez que já chegamos praticamente à metade
dele.
Infelizmente aconteceu aquilo que nós já sabíamos no ano
passado.
Quando nós advertimos a
todos, quando o então vereador em exercício Carlos Borges foi a Câmara e
advertiu os vereadores, o prefeito e a população de que a obra estaria sendo
administrativamente mal gerida, nada, absolutamente nada foi feito.
Minto. Algo foi feito, sim
senhor!
O prefeito Grilo e seu
exército de pelegos foram às ruas para colocar a "bruxa Carlos
Borges" na fogueira, argumentando que ele (Carlos Borges) "estaria trabalhando contra o
governo e não estava deixando o prefeito governar". Balela!
O tempo passou, Carlos
Borges não é mais vereador da cidade, no entanto, os problemas continuam. Veja mais...
E
agora? Quem é a bruxa da vez? Quem está interrompendo o andamento das obras da
Creche?
A obra da creche é uma
sucessão de erros administrativos que remetem à responsabilidade da Prefeitura
em fiscalizar uma obra que não anda.
É de responsabilidade do
Prefeito exigir que a empresa cumpra prazos, assim como é de sua
responsabilidade aplicar as penas cabíveis na empresa caso ela seja incapaz de
executar a obra.
Aqui, ao invés disso, o que se vê é um prefeito defendendo a empresa responsável pela construção da creche com unhas e dentes. Isso é, no mínimo, suspeito.
Desejamos, assim como todos os saltinhenses, que essa obra já estivesse sido inaugurada no prazo previsto e com
isso, beneficiando as famílias que necessitam desse serviço.
Infelizmente, como vocês
podem ver ao passar em frente a Creche, essa é uma realidade ainda muito
distante daquela prometida pelo prefeito em sua campanha no ano passado.
Infelizmente, essa obra
começou às pressas devido ao seu cunho eleitoreiro e agora não terá prazo para
acabar.
Os Ganhadores? O prefeito com a sua reeleição em cima da creche; a
sua trupe parasita de cargos bem pagos pelo bolso saltinhense; e uma empresa de fundo de quintal. Os perdedores? Os saltinhenses
que ainda teimam acreditar em contos de fadas.
Infelizmente...
_______________________________________________
Segue abaixo a matéria na íntegra do Jornal de Piracicaba do dia 01 de Março de 2013 sobre a Creche.
Nesta
terça-feira, dia 19 de março, a Câmara de Saltinho, irá votar a proposta
enviada pela Prefeitura de aumento do salário dos funcionários públicos
municipais.
O
aumento é justo e deve ser dado a eles para compensar o aumento da inflação e
do custo de vida do país.
O
que causa estranheza é o fato do tamanho do aumento: 6,15%. Basicamente, o
mesmo valor referente a inflação do ano passado.
Não
estamos aqui advocando uma aumento exorbitante da folha de pagamento. Mas é
interessante ver como a política de bonificação salarial da prefeitura
funciona.
Para
alguns poucos, para os amigos e defensores assíduos do prefeito, eles recebem
além do salário regular uma bonificação extra de 20%. Para o "resto",
sobre-lhes as migalhas de um parco rendimento sem perspectiva de mudança.
Essa
política de beneficiar alguns em detrimento da maioria não pode
continuar.
Como
dizem por aí que só criticamos, aqui vai uma proposta para solucionar o
problema:
Os
funcionários devem se organizar e exigir do executivo que acabe com a lei
municipal que dá direito a bonificação de 20% extra para esse ou aquele
funcionário.
Além
disso, os funcionários poderiam se organizar e exigir que boa parte dos
funcionários comissionados que hoje atuam na prefeitura fossem demitidos. A
justificativa? Corte de despesas. Até porque boa parte desses funcionários são
apenas indicações políticas que não possuem conhecimento e muito menos
experiência para executar os cargos em que estão empregados.
Façam
as contas e vejam o quanto a prefeitura economizaria com essas medidas
propostas aqui, e com isso, conseguiria dar um aumento real e
significativo para TODOS OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS do município.
Por
fim, lembrem-se: o mesmo prefeito que quer aumentar o seus salários em APENAS 6,15% aprovou a lei que aumentou o salário dos vereadores em 75%.
E
então senhores funcionários públicos de saltinho? Vocês vão reivindicar seus
direitos ou se calarão com 6,15%?
No artigo, revista britânica cita como exemplo o presidente do Senado, Renan Calheiros
18 de fevereiro de 2013 | 19h 12
Fonte: O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A revista britânica The Economist classificou os políticos brasileiros, citando como exemplo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), de "zumbis". O artigo publicado no último sábado, 16, analisou a manutenção do poder político de figuras públicas envolvidas em casos de corrupção, em alguns casos já até condenadas.
"Apesar de sérias alegações de corrupção, a velha guarda continua voltando", escreveu o semanário no subtítulo do artigo.
A análise relembra a última eleição de Renan à presidência do Senado em 2007, quando foi obrigado a renunciar por ter sido acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista de construtora. O texto enfatiza também o fato de a presidente Dilma Rousseff ter aceitado a candidatura de Renan depois de ter sido rígida na punição de ministros enredados em episódios de corrupção.
No artigo, Renan é também tido como um "novo exemplo bem estabelecido de fenômeno brasileiro": do político que não é atingido por denúncias. "O Senhor Calheiros é o mais novo exemplo de um bem estabelecido fenômeno brasileiro: o político que consegue sobreviver a qualquer número de pancadas aparentemente fatais", resume o semanário.
Outros casos são relembrados pela The Economist. Cita o julgamento do mensalão e também outros políticos condenados por corrupção como os deputado Paulo Maluf (PP) e José Genoino (PT), com críticas de que eles ainda assim continuam exercendo seus mandatos no Congresso.
"Um terço dos legisladores do Brasil ou foram condenados ou estão sendo investigados por crimes que vão de compra de votos a roubo e exploração da escravidão", diz o texto.
Apesar disso, a revista mostra que a população se mobilizou em protesto contra mais um exemplo de manutenção de políticos acusados de corrupção no poder público. Uma petição foi aberta na internet pedindo o impeachment de Renan Calheiros, atingindo 1,36 milhão de assinaturas, o suficiente para levar a demanda ao Congresso.
"Brasileiros ainda têm esperança de que os zumbis políticos sejam postos para dormir", termina o texto.
O
carnaval 2013 de Saltinho acabou. Foram
quatro dias de folia sem nenhuma fatalidade. Agora, depois da folia, da ressaca
e da volta ao trabalho, chega a hora de refletir sobre o evento que movimentou a
cidade.
Em
primeiro lugar cabe a pergunta: Quem
realmente se beneficiou com o evento?
Os maiores beneficiados foram sem dúvida
a população de Piracicaba e Rio das Pedras que, sem opções
gratuitas em suas cidades migraram para Saltinho. O resultado? Um evento extremamente lotado, sem condições de
organização e segurança.
Ficou
claro o esforço gigantesco que a Policia Militar teve que fazer para garantir a
segurança para a população. Veja mais... Reforços foram chamados, e mesmo assim, eles ainda não
foram suficientes para evitarem as diversas brigas diárias que aconteceram no
evento.
Até
a própria Polícia chegou a ser atacada por vândalos de outras cidades no final
da noite de sábado para domingo a qual teve que responder a altura dos ataques.
O
número de foliões oriundos de outras cidades foi assustadoramente maior do que
os foliões saltinhenses. Diariamente, o que se via era uma proporção de 70% de foliões de outras cidades contra 30%
de foliões saltinhenses.
Esse
número impressiona. Principalmente quando falamos de valores.
A Prefeitura de Saltinhogastou nada mais, nada menos que
R$ 47.400 com os quatro dias de
evento, ou seja, R$ 11.850 por dia. A nosso ver, uma soma muito
grande de dinheiro para uma festa onde os maiores beneficiados foram pessoas de
outras cidades.
Em
nossa analise, a Prefeitura de Saltinho pecou em três fatores essenciais para o
Carnaval 2013, ou seja, faltou
Propósito, Planejamento e Organização.
Propósito:
Para
quem estava voltada a festa? Para os saltinhenses ou para os “turistas”?
Não
ficou claro para qual segmento a Prefeitura quis organizar o carnaval: para os
jovens, para as crianças, para a família?
Planejamento:
Basicamente, não houve um planejamento. O que houve foi
um trio elétrico alugado para fazer a festa na praça e pronto.
Não
houve uma matinê para as crianças em um local mais seguro, como era feito no
Centro Comunitário. Não houve uma festa com marchinhas para a Terceira Idade.
Não houve nenhum baile de carnaval para os casais. Não houve nada. Houve apenas
um caminhão grande com som alto e mais nada.
Já tínhamos
pontuado aqui o problema do horário de encerramento da festa, e estávamos certos.
A grande maioria das brigas aconteceram depois da meia noite. Ou seja,
mais um erro de planejamento que mostramos aqui antes da festa começar e
nada se fez em relação a isso.
Por fim, a questão da festa dos blocos
do “Opalão” e “Caveirão”:
Esse
foi o único dia em que se pôde ver um pouco mais de saltinhenses nas ruas.
Aliás,
minha sugestão é que no próximo
carnaval a prefeitura prepare a Pista de
Arrancada da cidade para a festa dos blocos. Além de isolado, o local
possui a infra-estrutura necessária para a festa, assim como para a segurança
do local, liberando desse modo a avenida mais importante de acesso da cidade
para os moradores.
Organização:
Quem
veio à praça percebeu a falta de organização por vários motivos, entre eles o
mais gritante era a falta de sanitários
para a quantia de pessoas que estavam no local.
Saltinho
virou um banheiro a céu aberto nesses quatro dias. Era evidente e desagradável
o odor de urina que reinou nas ruas da cidade. Até o toldo da ótica da cidade
foi tirado para servir de “tapume” para que os foliões urinassem na calçada sem
serem vistos.
A
quantia de menores alcoolizados está
crescendo a cada ano nos carnavais e, a meu ver, era obrigação da Prefeitura
exigir que todos os conselheiros tutelares
estivessem presentes nos quatro dias de festa com o intuito de conscientizar,
prevenir e impedir o consumo de álcool e até drogas por menores de idade, o que não aconteceu.
Falando em sexo, não vimos em
nenhum dia os agentes de saúde da cidade fazendo campanhas de prevenção e
conscientização sobre sexo seguro. Não vimos nem a distribuição de
preservativos ser feita esse ano. Bem, vamos esperar Novembro chegar e ver quem
serão as novas mamães solteiras que foram eleitas nesse carnaval 2013.
Por
fim, o som de veículos. Saltinhenses
e foliões vizinhos extrapolaram o bom senso de vez. O Som alto de veículos
voltou a ser um problema, no entanto, iremos discutir isso em breve em uma
postagem especial sobre o tema.
É
isso. O carnaval 2013 passou. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Um
carnaval que gerou muito descontentamento da população local, mas que poderá
ser melhor em 2014 desde que a Prefeitura comece a planeja-lo desde já. No
entanto, duvidamos que isso aconteça. É esperar para ver...
O Tradicional Carnaval de Rua de Cerquilho não será realizado em vias públicas em 2013.
A mudança atende a um pedido feito pelo Conselho Tutelar de Cerquilho junto a Justiça da cidade.
A justificativa desse pedido foi o grande número de ocorrências envolvendo menores de idade alcoolizados durante as festas em anos anteriores.
O Aumento da Violência, tanto entre menores, quanto entre adultos no Carnaval, também preocupa as autoridades de Cerquilho.
A Policia Militar de Cerquilho reforçou o pedido do Conselho Tutelar argumentando que a segurança poderia ser mais efetiva em recintos fechados.
Portanto, esta aí mais um caso concreto de uma cidade próxima a nós que transferiu seu Carnaval de Rua para recintos fechados com o intuito de zelar pela segurança da sua população. Veja mais...
E o Carnaval Saltinhense, ficará na Rua? Nós estamos iniciando uma campanha para que o Carnaval de Saltinho também seja transferido para recintos fechados. Você concorda?
Estamos abertos a discussão.
Deixe seu comentário abaixo, ou no Facebook. Não adianta tapar o sol com a peneira, chegou a hora de discutir e decidir sobre esse tema polêmico na cidade. Ou vamos fazê-lo depois que uma tragédia aconteça aqui?
Segue abaixo a matéria sobre Cerquilho direto do Portal G1.
Clique na imagem abaixo para ler a matéria na íntegra: